Os Domos

Gustavo Valério Ferreira

03/06/2020

Hão de chorar por ela os cinamomos,
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos,
Lembrando-se daquela que os colhia.
Alphonsus de Guimaraens

No coração, os pulsos das tristezas
podem mudar o viço do que somos?
As dores fúlgidas nos são defesas…
Hão de chorar aos céus os cinamomos!

Humanos são demônios agradáveis
enquanto presos em divinos domos…
Porém libertos dos umbrais instáveis
esmurram, não o Physis, mas o Nomos!



O poema acima é resultado de um desafio feito entre o autor e um amigo, Gabriel Zanon Garcia.

DO DESAFIO:

Fazer um poema obedecendo as seguintes regras:

1. Versos isométricos

2. Sem metaplasmos

3. Ter 2 quartetos

4. Rimar todos os versos (rima soante)

5. Usar todos os sons vocálicos por verso

6. Usar o vocábulo “céu” na 6ª tônica do verso 4.

Observe que a vogal não precisa aparecer graficamente, basta que o fonema seja representado.

Sendo assim, a vogal “O” e a consoante “L” podem representar o som da vogal “U” em algumas palavras; A vogal “E” pode, do mesmo modo, representar a vogal “i”.

Não é apenas a presença da vogal que importa, mas o fonema.
Sendo assim, a vogal e pode substituir a vogal i nalguns casos, assim como a vogal o e a consoante l podem substituir a vogal u.

Leia aqui o poema do Gabriel Zanon Garcia.